segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Momento de felicidade – Omakasê


Assistindo a uma boa entrevista no Jô, vi um professor de filosofia e ética falar sobre o momento de felicidade, que, bem resumidamente, é aquele instante que você quer que nunca acabe.

Me pus a pensar em quais seriam os meus e um bem recente foi meu primeiro omakasê*.

* ctrl c + ctrl v direto da wikipedia: Omakase (お任せ, o-makase) is a Japanese phrase that means "I'll leave it to you" (from Japanese "to entrust" (任せる, makaseru)

Era uma vontade antiga, e que ainda não dá para compartilhar com a madame Geromini de Mello porque ela está desenvolvendo seus hábitos nipogastronômicos – e que estão em franca evolução, diga-se de passagem: de somente hot-rolls, já estamos em sashimi de polvo, cuja identidade foi revelada somente após o consumo.

Sim, porque omakasê tem que ter iguarias (esquisitices para alguns).

O meu foi no Azê Sushi, depois de indicação de um blogueiro bem mais experiente que eu. E, dica dele, me certifiquei que o sushiman chefe estava lá antes da reserva.

Lá foi eu sozinho rumo ao balcão desconhecido numa quarta à noite. E foi assim (se gosta de sushi, pegue o babador):

 
Ovo perfeito com toro em caldo dashi especial

Sashimi de dourada (acho) com conserva

Ostra gratinada

Peixe marinado no missô e grelhado

Polvo

Atum

Garoupa

Vieira

Lula maçaricada com pitada de pimenta e sal marinho

Sopa de mostarda para ir embora

E duas trufas para encerrar. A escura não é de chocolate, era alguma coisa com wasabi 


Cara, comi, comi, comi, comi (as fotos são apenas parte do que foi servido), seguindo, atento, as instruções e explicações do mestre sushiman. Na próxima, gravo tudo. Momento de felicidade que não queria que acabasse.

Falei com minha mãe ao telefone logo depois e, certeza, ela desconfiou de tóxicos tamanha a alegria.

O preço? Depende do ponto de vista. Do meu, foi barato se você pensar que pagaria quase o mesmo num restaurante medíocre da categoria PVSV (Para Ver e Ser Visto).

Depois, lendo por aí, descubro que o tal blogueiro e uma blogueira colunista gourmet que se respeitam tanto quanto Lula e FHC concordam em uma coisa: omakasê do Azê é o omakasê mais recomendado na cidade.

E lá aprendi que o arroz do sushi tem que estar morno.

Omakasê Azê Sushi – FG com louvor!

Atualização: demorei alguns meses para postar isso. Resultado, preciso ir de novo. Babei...


6 comentários:

  1. Fabiones... Sensacional, fiquei na vontade. Abs

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    1. Economizemos uma platas e marquemos, Renatones!

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  2. nao entrou meu comentario ou voce o censurou?
    cuzão, hein....
    Ou nao acordou ainda pra moderar?

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    1. Mestre,
      Se eu não censurei esse, não iria censurar outro, confere?! hahaha... Entrou não. Manda de novo que publico na íntegra, venha o que vier. Abs!

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  3. Acordou?
    Enfim....
    Tava falando que no domingo fui em um rodízio aqui na terrinha e o cara manda bem pra cacete.... super criativo.
    Um gênio! O cara faz até Shimeji na manteiga, acredita? E olha... um precinho camarada. Traz a patroa.... o tempurá de cenoura, amigo.... hmmm

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    1. imperdível! Mais um motivo para minha lista, que já contabiliza 1.329 razões urgentes que me levam a Araras. O que não faço por absoluta falta de controle sobre minha agenda de fim de semana...
      Tempurá de cenoura, noooooossa!

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